Publicado: 05/02/2014 em Agressividade gospel, Amizade, Amor ao próximo, Culpa, Espiritualidade, Evangélicos, Evangelismo, Fé, Felicidade, Fruto do Espírito, Glória de Deus, Graça, Hipocrisia, Igreja dos nossos dias, Literatura, Morte, Oração, Pecado, Perdão, Relacionamento, Sofrimento, Vida eterna
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Se
o Diabo tivesse um livro sagrado, acredito que nele haveria um
versículo que diria: “Não deixe para amanhã o que você pode fazer…
depois de amanhã”. Digo isso porque o ser humano tem uma forte tendência
a empurrar com a barriga decisões importantes que precisa tomar – o
que, em se tratando de vida espiritual, é muito prejudicial. Por isso,
devemos refletir e nos disciplinar para mudar essa estranha atração que
temos pelo “deixar para depois”. A procrastinação (o ato de adiar ações
ou decisões) torna-se, assim, um mal a ser combatido. Se você percebe
que, na lista da sua vida, há mais itens na coluna das “coisas a fazer”
do que na de “dever cumprido” é hora de acender a luz vermelha e tomar
alguma atitude para reverter essa situação.
Claro que cada pessoa sabe em que precisa melhorar. Mas existem áreas
de nossa vida em que o problema é mais comum e, por isso, merecem mais
atenção.

O
grande mal de nossa época é a falta de amor ao próximo. Não é por acaso
que o primeiro campo em que estamos sempre procrastinando é no
exercício do amor – nas suas mais variadas formas. Existem multidões de
pessoas ao nosso redor, na igreja e fora dela, que estão solitárias,
carentes, tristes, deprimidas, infelizes, à espera de alguém que se
aproxime com uma palavra amiga, um ombro acolhedor ou, simplesmente, com
presença e calor humano. Nós, filhos de uma era em que só cuidamos de
nós mesmos e, no máximo, de nossa família, fechamos os olhos a elas.
Sabemos que existem, vemos seu semblante abatido, mas… o que fazemos por
essas tristes almas? Ou delegamos a outras pessoas a tarefa de amá-las
ou deixamos para depois tudo aquilo que poderíamos fazer por elas mas
não fazemos.
“Amarás, pois, o Senhor, teu
Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu
entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo
como a ti mesmo.” (Mc 12.30-31). Temos cumprido esse mandamento?
Se você estivesse mal, precisando de amor, gostaria que o próximo
ficasse adiando o momento de vir até você para abraçá-lo e perguntar:
“Onde dói a tua dor?”. Então o que você está esperando para começar a
amar o próximo de fato e não só de boca?

Outra
área em que falhamos de forma atroz é no compartilhar o amor de Deus.
Estou falando de evangelismo. E esqueça aquele imagem de pessoas nas
ruas abordando outras com folhetos nas mãos, essa é apenas uma das
formas de evangelizar e nem de longe é a mais eficiente. Não existe
nenhuma outra maneira mais eficaz de pregar o evangelho do que a
proclamação do amor de Cristo junto àqueles que convivem conosco, no dia
a dia, na convivência pessoal. Mas, seja por vergonha, seja por crer
que há ainda tempo de sobra, seja por que razões for, aqueles que
receberam a ordem de ir, fazer discípulos de todas as nações,
batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
ensinando-os a guardar todas as coisas que Jesus nos ordenou (Mt
18.19-20)… simplesmente a ignoram. E, assim, por culpa de nosso espírito
procrastinador, deixamos de cumprir a grande comissão. O problema é
que, se não pregarmos, meu irmão, minha irmã, muitos irão para o
inferno.

Procrastinamos
não só ações de evangelismo, mas também projetos de edificação no nosso
próximo. De que forma você gostaria de contribuir para abençoar o Corpo
de Cristo e os não cristãos? Visitando orfanatos? Indo a casas de
repouso? Criando um blog na internet? Escrevendo um livro? Ensinando?
Intercedendo? Voluntariado-se em alguma instituição filantrópica?
Alimentando quem tem fome e saciando quem tem sede? Apadrinhando uma
criança pela Visão Mundial? Construindo casas para os desabrigados?
Como, afinal? Se você tem planos, sonhos ou vontades nessa área… o que
está esperando? O próximo precisa de você hoje, não depois de amanhã.
“Então,
dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai!
Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do
mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de
beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes;
enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me” (Mt 25.34-36).

Procrastinamos,
ainda, o abandono dos pecados. Sabemos que estamos errados, o Espírito
Santo nos incomoda diariamente, mas agimos como se disséssemos a Deus:
“Senhor, me deixa pecar só mais um pouquinho, vai. Tá tão bom, amanhã eu
me arrependo, peço perdão e deixo, tem tempo…”. O pecado é como um leão
que devora a nossa alma constantemente, um pedaço por vez. Imagine a
dor e o dano que provoca uma fera arrancando pedaços de você a cada dia.
Mas procrastinar o abandono do pecado é como se pensássemos “Deixa esse
leão comer mais um pouquinho do meu fígado, amanhã eu tento afastá-lo”.
Chega a ser surreal cogitar isso. Mas é exatamente o que fazemos quanto
ao pecado. O perigo é adiarmos tanto a expulsão dessa besta que, daqui a
pouco, não sobrará nada da nossa carne – e sabe o que é um ser humano
sem carne? Um cadáver. Jesus disse:
“Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado” (Jo 15.22). Até quando você vai continuar escravizado por pecados recorrentes e adiar o abandono das suas transgressões?

Também
procrastinamos o estudo das coisas de Deus. Queremos servir Jesus,
amamos o Senhor, mas deixamos sempre para algum dia o aprofundamento na
compreensão acerca de quem ele é, de qual é a sua ética e montes de
informações que nos fariam cristãos mais maduros e íntimos de Cristo.
Mas procrastinamos nossa entrada no seminário; deixamos sempre para o
ano seguinte o plano de ler a Bíblia inteira; acumulamos pilhas de
livros cristãos em cima do móvel. na expectativa de começar a ler no dia
seguinte… estamos sempre priorizando outras atividades e deixamos o
estudo das coisas concernentes a Deus para um futuro que nunca chega.
Uma das atitudes mais destrutivas espiritualmente é a hostilidade
entre irmãos. A gravidade desse mal não está somente em seu poder
destruidor, mas em sua frequência entre nós.

Irmãos
em Cristo se ofendem, se agridem, se prejudicam, fazem o mal uns aos
outros e fica tudo por isso mesmo. Seja por orgulho, seja por um
entendimento errado acerca do perdão, seja por que razão for, muitos de
nós criam barreiras entre si e vivem deixando para depois o ato de pedir
perdão a quem ofendeu ou de perdoar quem o ofendeu.
“Se
você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar
de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do
altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e
apresente sua oferta” (Mt 5.23-24). Honestamente: qual de nós verdadeiramente faz isso de imediato? Adiar a reconciliação pode ter efeitos drásticos:
“Se
perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes
perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes
perdoará as ofensas” (Mt 6.14-15).

Mais
uma área em que a procrastinação ocorre de forma espiritualmente
prejudicial é na vida daqueles que foram chamados pela voz da graça,
viveram em comunhão com o Senhor e, por alguma razão, se afastaram.
Imersos nos prazeres deste mundo, nunca deixaram de saber a verdade, de
ouvir a voz do Espírito Santo e de ter – lá no fundo – a convicção de
que um dia retornariam ao aprisco do Bom Pastor. Mas ficam adiando,
adiando, adiando e, nessa procrastinação, seguem distantes de Jesus. A
quem procede assim,
“Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?” (Lc 12.20). Jesus,
aliás, foi bem enfático ao tratar deste ponto. Quando um jovem o
abordou com a proposta de procrastinar sua adesão à causa de Cristo,
veja o que ocorreu: “Outro discípulo lhe disse: ‘Senhor, deixa-me
ir primeiro sepultar meu pai’. Mas Jesus lhe disse: ‘Siga-me, e deixe
que os mortos sepultem os seus próprios mortos’.” (Mt 8.21-22).
Esses são apenas alguns exemplos de áreas comuns em que os cristãos
têm o hábito de procrastinar. Há muitas outras e convido você a refletir
sobre isto: o que você tem adiado em sua vida e que tem prejudicado sua
caminhada com Cristo? Seja o que for, procrastinar é uma atitude que
pode destruir almas, afastar pessoas de Jesus, nos manter na ignorância
sobre as coisas de Deus, deixar vidas em ruínas e… e tudo mais que há de
pior na vida espiritual de uma pessoa. É uma atitude humana, mas que
age com o poder destruidor de um demônio furioso. Reflita que benefícios
e que malefícios esses constantes adiamentos têm provocado.
“A esperança que se adia faz adoecer o coração, mas o desejo cumprido é árvore de vida” (Pv 13.12). O desejo de Deus é que você não adie aquilo que é importante para ele. Será que você cumprirá o desejo do seu Senhor?
fonte: http://apenas1.wordpress.com/
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